Sunday, July 22, 2007

Mãe é foda

Desde o Dia das Mães passado, não vejo a minha mãe. Aliás, um dia antes do próprio Dia das Mães em questão, a gente quebrou um pau matador, e passamos o Dia das Homenagens em si, de cara virada, uma para a outra. Pra completar, minha mãe ainda falou (muito) mal de mim, para os meus dois irmãos e o meu padrasto. Que eu sou desrespeitosa e não sei lidar com velhinhas de 60 anos. Fiquei queimada. Quando passará?
Posted by Lidice-Bá at 17:31:19 | Permalink | No Comments »

Política em família

Na minha infância, meu pai era o mais liberal e o mais legal de todos, entre minhas amigas e amigos. Hoje, aos 40 anos, de todos os meus amigos e amigas, eu sou a única que não pode contar ao pai que tem horror ao governo Lula. Dá pra gostar de política desse jeito?
Posted by Lidice-Bá at 17:26:41 | Permalink | No Comments »

Saturday, July 21, 2007

falsas promessas

Tá bom, vou começar tudo de novo. Eu tenho plena consciência do quanto este blog está fajuto, mixuriquinha, chatinho, mesmo. É que eu não tô querendo sair do meu conforto… Tenho andado preguiçosa, lenta, esquisita… Será que fizeram macumba pra mim? Hahahaá! Tá bom, eu prometo: uma hora, eu vou voltar.
Posted by Lidice-Bá at 17:23:01 | Permalink | No Comments »

Sunday, July 1, 2007

Maverick & dálmata

No banco de trás do Maverick do meu tio Hugo, sempre brincando e brigando, íamos eu, o Má e o Fê. O Maverick era cor de vinho, lindo. Ao lado do tio Hugo, vinha a tia Iracema, sempre maquiada, bem-humorada e resolvendo problemas. A tia Cema fazia bolo de coca-cola pra mim, e eu pirava.

Mas vibrava mais ainda quando alguém a cutucava, cutucava, cutucava… e então ela soltava todas as verdades que o mundo escondia por medo, vergonha ou covardia. A tia Cema virava um dragão. Soltava as ventas e fazia soprar a tempestade da verdade. Pouca gente encarava a tia Cema com tranqüilidade. É que poucos têm coragem de conviver com a verdade. O mundo prefere a mentira, o mundo quer falsidade, quer comodidade, e isso me faz vomitar.

Minha tia Cema sempre foi valente e é dela que herdei um amor profundo pela franqueza, doa a quem doer, fácil perceber. Quando a gente tinha que estudar era chato, e o mais legal, depois de qualquer briga ou baixo-astral em família, era que o Má tinha um dálmata. O canil salvava as crianças.

Posted by Lidice-Bá at 05:16:58 | Permalink | Comments (2)